PRÁTICAS SEXUAIS - ENTRE ELE E ELA Manuais Eróticos Orientais
Na filosofia hindu o amor, o prazer e a satisfação (kama) são inerentes a todos os indivíduos e devem caminhar em harmonia com o dharma (mérito religioso) e o artha (aquisição de riqueza e bens). A união destes três elementos forma a plenitude do ser humano bem-sucedido e faz do sexo uma arte. Os antigos hindus legaram textos como o Kama Sutra, o Khoka Shastra e o Ananga Ranga, além de palácios ricos em esculturas eróticas, nos quais a vivência da sexualidade é encarada como uma virtude de homens e mulheres, que devem praticá-la e desfrutá-la dia após dia, num crescente conhecimento do próprio corpo e do(a) parceiro(a). O exercício da sexualidade registrado nos textos, abrange dezenas de posições para a relação sexual, a descoberta das zonas erógenas, a importância do ambiente propício, as formas de acariciar e massagear o(a) parceiro(a), a técnica do beijo, o significado do olhar e o prazer do toque acidental. Uma preocupação que permeia os chamados “manuais sexuais do oriente” é a monotonia sexual que invade a vida dos casais. De acordo com o Ananga Ranga, por exemplo, "a principal motivação que faz com que os maridos procurem outras mulheres, e que as esposas procurem outros homens, é o desejo de prazeres diferentes e a monotonia que se segue à conquista." É interessante destacar que nestes textos considera-se o casal como marido e mulher, isto é, embora os manuais sejam vistos no Ocidente como exemplos de liberdade da vida sexual, deve-se levar em conta que por razões culturais e históricas o erotismo é voltado para preservar a união do casal social e religiosamente constituído.
Posições Sexuais Hindus • Sentada • De pé • Penetração por trás
• Mulher por cima Uma variação é o homem deitar-se de costas e a mulher sentar-se sobre ele de pernas cruzadas. Em seguida a mulher segura o pênis e o insere, fazendo movimentos com os quadris para cima e para baixo, entrando e saindo, e contraindo os músculos vaginais sobre o pênis. PRÁTICAS SEXUAIS CHINESAS No Tao, base da filosofia chinesa, há também a mesma orientação da filosofia hindu de que o sexo não deve ser uma atividade rápida e displicente. A ele deve ser dedicado um tempo substancial da vida dos indivíduos, que por sua vez precisam conhecê-lo cada vez melhor e aprimorar sua performance e satisfação. Na filosofia chinesa, os chamados “livros de almofadas” apresentam várias posições e práticas sexuais com a finalidade de estimular o fluxo de energia vital yin/yang entre um homem e uma mulher. O objetivo será alcançado, ressalvam, se ambos estiverem sinceramente satisfeitos na atividade sexual. Os manuais chineses também insistem na preparação de um ambiente adequado para o ato sexual, como o uso da música, dos lençóis de seda, da iluminação, dos perfumes, das massagens, do diálogo e dos cosméticos. A exploração dos corpos dos parceiros, as brincadeiras eróticas e a disposição de inovar na relação sexual são outros pontos de destaque. Também sugerem que os casais folheem juntos os “livros de almofadas” para se excitarem, pois são bastante ilustrados.
Posições Sexuais em Manuais Chineses • O cego nu • Os galhos de pinheiro entrelaçados • Os patos unidos em vôo
• Dois goles com um único coração • Sobre o arco-íris PRÁTICAS SEXUAIS ÁRABES O Jardim Perfumado é um dos clássicos árabes do relacionamento sexual. Destacam-se neste manual a busca pelo orgasmo simultâneo, os métodos para excitar uma mulher, para retardar a penetração, e de controlar a ejaculação para que a mulher possa atingir o orgasmo junto com seu parceiro. Há também ensinamentos sobre traição, impotência e como casais com características físicas bastante diferentes podem tornar o sexo mais prazeroso. Posições Sexuais em "O Jardim Perfumado" • Abdômen com abdômen • Colocando o prego no lugar • A cambalhota Práticas Sexuais Habituais do Ocidente • Papai e mamãe
A mulher deita-se de costas, na cama ou num tapete, por exemplo, e abre um pouco as coxas. O homem deita-se por cima da mulher, de frente e apóia os braços onde estão deitados. O homem encaixa os quadris nos quadris da mulher e procede à penetração com movimentos de vai e vem. Esta posição também é conhecida por “missionário”, assim denominada pelos orientais quando os ocidentais chegaram na China, Índia e Japão para a colonização e expansão do cristianismo. • Sessenta e nove
O nome desta posição surgiu da similaridade do número 69 à disposição dos corpos na cama. Um parceiro fica deitado de costas e o outro deita-se por cima, porém em direção contrária, de modo que a boca alcance os órgãos genitais do outro, e seus órgãos genitais fiquem ao alcance da boca do parceiro. O homem ou a mulher podem ficar por cima ou ambos ficam de lado nesta posição. Esta posição favorece não apenas o sexo orogenital. É facilitada a carícia íntima, o uso dos dedos e da boca na vulva, clitóris, testículos, pênis e ânus. Embora esta posição possa levar ao orgasmo (e, mais difícil, ao orgasmo simultâneo), é utilizada como parte das preliminares para a excitação. Em geral, após a excitação ou o orgasmo, os parceiros adotam outra posição para a penetração. • Coqueirinho Quando o pênis estiver ereto, a mulher o encaixa em sua vagina ou ânus. Ambos fazem movimentos circulares com os quadris e para cima e para baixo. As mãos ficam livres para carícias mútuas. Esta posição permite penetrações profundas. • Lado a lado
Homem e mulher se deitam de lado numa posição semifetal. O homem fica atrás da mulher, de modo a poder acariciar e beijar o corpo da parceira. A mulher afasta os joelhos e o homem encaixa suas pernas nas coxas da parceira e faz a penetração. Ambos também podem deitar-se frente à frente. Neste caso a mulher levanta e afasta os joelhos, o homem penetra-a e depois os dois fazem movimentos ritmados. As mãos ficam livres para carícias mútuas. • De quatro Esta posição permite ao homem acariciar os seios da mulher, que ficam mais suspensos, estimular com bastante intensidade a vulva, o clitóris e o escroto, propicia uma penetração profunda e um sexo anal com maior prazer.
Uma variação é a posição sentada. O homem senta-se em uma cadeira, por exemplo, e a mulher senta em seu colo de frente ou dando-lhe as costas. A penetração pode ser vaginal ou anal e ambos têm as mãos livres para fazer carícias.
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